A doença de ser normal.

Já foi normal duas pessoas se digladiarem até a morte para entreter a multidão. Também já foi normal queimar mulheres na fogueira por bruxaria e fazer pessoas trabalharem sem remuneração com direito a castigos físicos só pela cor da pele. Era normal também humanos se alimentarem de sua própria espécie e casarem sem amor. Já foi normal passar 40 horas da semana fazendo algo que se detesta, mentir para ganhar dinheiro e devastar florestas inteiras em busca de um suposto desenvolvimento. Peraí, este último ainda é normal. Afinal, será que ser normal – e achar normais coisas que não deveriam ser – pode ser uma doença?

Segundo alguns psicólogos, sim. A doença de ser normal chama-se, segundo eles, normose: um conjunto de hábitos considerados normais pelo consenso social que, na realidade, são patogênicos em graus distintos e nos levam à infelicidade, à doença e à perda de sentido na vida.


Certamente os leitores e amigos do blog já conhecem o termo normose, nem tão novo assim.
Esse assunto, bem como tudo o que se relaciona ao ser humano me fascina. Fico muito triste que a globalização principalmente e os meios de comunicação em massa, estejam nos transformando em seres que cada vez mais pensam menos com sua cabeça e mais com o que se espera que se pense, com o que é ditado pelas mídias e pela própria sociedade, refém muitas vezes inconsciente do processo perverso que se instalou na sociedade moderna.
Que em grupo tenhamos que abrir mão da nossa individualidade tão enriquecedora, em nome do “adequado” do “socialmente aceitável” dentro da tribo a que pertencemos. (Por que não podemos conviver com as diferenças?)
Isso é mais sério do que se pensa. Fugir do contexto que nos aprisiona subliminarmente todos os dias é tarefa muito difícil.
Contudo, vale a pena apostar em ti mesmo, e posso te afirmar que sim, conseguimos. Há que estar atento ao teu interior, resgatando todos os dias o que realmente te interessa e é importante.
Sempre falo na terapia que a liberdade não tem preço, tem sim, você não vai agradar a gregos e troianos, muitos não vão te entender, mas a busca da tua essência não é tarefa que podes abdicar.
Aprendi isso na Doutrina Espírita, e desde então, lendo psicologia, filosofia, física quântica, percebo que tudo converge para a mesma assertiva: 
- Toma as rédeas de tua vida, és responsável por tuas atitudes.

Chegando a Nietzsche quando diz “Torna-te aquilo que és.”

Amigos queridos, não é tarefa fácil, é tarefa para uma vida, mas a liberdade, como afirmei, não tem preço e vale a pena, mas como tudo na vida é uma escolha.

"Ser louco é a única possibilidade de ser sadio nesse mundo doente" Leandro Karnal


Gente, essa postagem não é uma ode à loucura, de jeito nenhum, mas um convite à saúde mental real, dentro das tuas expectativas e não das dos outros.😊


O vídeo, que é maravilhoso, reforça todo o post. Assistam que vale a pena 😃

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