Na linha da vida.

Existe um momento,
instante infinito,
em que o sentimento,
e a emoção sufocada
de toda a mágoa represada, despem-se...


Sentimentos metamorfoseados...

E nesse despir-se despudorado e exposto,

o que era dor torna-se vida,


tantas vezes fragmentada nas ilusões banais
da alma perdida,
que nesse momento fatal,
deita um olhar quase amoroso
na linha da vida,
onde passado,presente,futuro,
ora unos, abrigam toda a dor.


Eis que chegara

ao seu destino final.


Como borboleta desperta,
a alma triunfante do casulo sai.


A paz descoberta é

pela vitória
no âmago travada,
contra os verdugos dos mortais:

pecados, culpas e medos,
ora transmutados em
compaixão e perdão...

Nada mais teme.

Livre voa...


Livre é...


Jeanne Geyer

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