O Álibi.

Imagem: google

És meu álibi perfeito.
És a roupa certa para a ocasião adequada.
Preciso de teu olhar para viver.
Preciso de teu consentir para ser.

És a testemunha das minhas experiências,
sucessos e fracassos.
Oh! Dói tanto esta dependência,
que me sinto desvanecer na tua ausência.

Vou me buscar, lá onde fiquei...
Já não lembro mais...
Doravante vou viver sem um álibi.
Apenas viver.

Como der e como puder.
Assim meio que sem jeito,
será apenas meu o meu viver.
Meio que capenga e torto...

Até aprender a ser só como devo ser,
aceitar a triste fatalidade da solidão essencial.


Jeanne Geyer

Comentários

sandra mayworm disse…
Do que mais corremos, viver sem um álibe...viver livremente tem seu preço!
Gostei muito do poema, Jeanne.



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