Amor atemporal.


Não façamos uso de palavras para expor nossas almas nuas.
Bem sabes que não preciso delas para te ouvir e conhecer.
Peço o teu silêncio para ouvir tua alma, 
o pulsar do teu sangue,
o batimento do teu coração junto ao meu.

Quero te sentir como o fazem os animais,
as narinas trêmulas buscando teu cheiro,
feito os primatas sintonizados na natureza.

Não precisamos de nomes para nos comunicar.
Façamos como no filme Ultimo Tango em Paris,
urrando e gemendo
e sussurrando palavras ininteligíveis
enquanto o amor se faz em nós e nós nos façamos no amor.

Sejamos banda larga, wireless,
vamos dispensar os protocolos,
os fios, os complexos sistemas.

Não, ainda não é o bastante.
Quero-te telepaticamente,
sem intermediários,
sem tempo nem espaço,
planando no infinito das almas
finalmente unidas pelo amor.

Jeanne Geyer

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