O preço das coisas.

Com o tempo a gente aprende que tudo tem um preço e esse preço não é mensurável como se fosse dinheiro ou bens materiais, não, o preço das nossas atitudes, os pagamos quando, por exemplo, ao decidir tirar a faculdade de direito, desistimos de outra que também seria de grande valia na nossa vida.
Quando temos dois homens apaixonados e temos que escolher um.
A hora de ter um filho e abrir mão da liberdade de usufruir os horários tranquilamente.
Mas tem uma coisa cujo preço é o mais caro: a liberdade.
Digo a liberdade de pensar e ser. A liberdade de nos autorizarmos interiormente a assumir nossas vidas e agir conforme o nosso coração, sem seguir as regras impostas pela sociedade.
Quando decido não mais vestir as máscaras sociais e passar até por uma pessoa excêntrica, como me disse a psicóloga, - que sou excêntrica - aí já sei que vou ter que arcar com as consequências de fugir da normalidade.
Tenho conversado com ela sobre isso, e foi bom porque entendi que não posso esperar compreensão dos outros porque foi uma decisão minha e que tenho que pagar o preço.
Ela perguntou se eu gostaria ou conseguiria ter um comportamento social bem adequado e “normal” aí eu disse que não, que prefiro pagar o preço porque a minha liberdade não tem preço.
Claro que estou falando em jeito de ser e nada mais, afinal vivemos em sociedade e devemos sim, seguir regras de convivência para o bem de todos e a harmonia do todo.
Mas não é disso que estou falando, estou falando em ser, em pensar, até em agir em determinadas situações que não prejudiquem ninguém.
Ser transparente e autêntica não me incomoda.
O que me incomoda é o preconceito que alguns – muitos - ainda têm em relação aos transtornos mentais e qualquer coisa que torne o outro diferente da maioria.
Como já citei em outro post, sou bipolar, faço terapia e tomo medicações. 
E por isso, muitas vezes tenho atitudes que não consigo controlar, além dos longos períodos de depressão.
ISSO as pessoas não entendem, e pior, discriminam, com discursos tipo, você não deve se expor, pensa positivo que tudo vai melhorar, e por aí vai.
É fácil para quem está de fora.
Mas vem viver aqui no meu lugar, vem.
Habita a minha pele e depois nós conversaremos de novo.

Jeanne Geyer.

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