Poeta Ferreira Gullar morre de pneumonia aos 86 anos no Rio



Como se não bastasse o pouco dinheiro, a lâmpada fraca,
O perfume ordinário, o amor escasso, as goteiras no inverno.
E as formigas brotando aos milhões negras como golfadas de
dentro da parede (como se aquilo fosse a essência da casa)
E todos buscavam

num sorriso num gesto
nas conversas da esquina
no coito em pé na calçada escura do Quartel
no adultério
no roubo
a decifração do enigma

- Que faço entre coisas?
- De que me defendo?


Trecho do Poema Sujo de Ferreira Gullar.

Fonte: http://www.casadobruxo.com.br/poesia/f/fgullar27.htm


Fonte da imagem: google

Ferreira Gullar:
Nascimento: 10 de setembro de 1930

Morte: 4 de dezembro de 2016

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O lado bom da vida.

O sentido da vida.

A arte de ser feliz.