Quem acolhe.

Quem acolhe a dor que se perdeu de si mesma?
E se impregna nos becos fétidos onde a vida esqueceu-se de chegar?
E dança com os mortos gelados em luzes feéricas qual um filme surreal
Não, era um filme de Godard.
Não, era uma peça shakespeariana,
Com bailarinos nus e pés ligeiros,
Esqueceram o texto, os bailarinos.
E no final tudo ficou esquecido,
Menos a dor perdida.
A dor foi acolhida.
Virou dor compartilhada.
Menos mal.

Menos dor.

Jeanne Geyer

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