Vaca sagrada.

Entre lençóis macios e perfumados,
Eu te uso, abuso, cuspo
E em carinhos sou profuso,
Vaca sagrada.

Vadia, me chamas
Nas viagens do marido,
Para saciar tua fome

E eu venho qual mariposa
Seduzida pela luz que não é tua,
Luz que roubas dos teus amantes,
Vaca sagrada.

E deixo minha mulata no barracão
Se consumindo em chamas
Enquanto se devora selvagem e bela...

Porque tenho que te atender
E satisfazer,
Para depois para os amigos,
Com um certo orgulho poder dizer

A dona madame, estou comendo sim...


Jeanne Geyer

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