Vadios e sem vergonha.


Nas tardes mornas de verão,
Tentando um ar blasé
No rosto meu colocar,
Ainda assim o teu cheiro,
Vem de improviso me atormentar.

Pouco importa onde estás.
O desejo de ti me persegue e guia,
Por veredas onde me perco
De ti, de mim, da vida plangente,
Minha eterna agonia.

Vem meu bem
vem que te quero em mim,
E nos meus poros,
Vem eu te imploro,
Vem que te espero,
Sempre tua..

nas tardes mornas de verão,
nas folhas outonais deitada nua,
Nas chuvas da primavera.

Faremos amor nas esquinas
E becos...

Sem nome nem sobrenome
Vadios e sem vergonha

Seremos nós...

Jeanne Geyer

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