Bipolaridade: amor e ódio, euforia e tédio.

Hoje fui olhar de novo um blog sobre a bipolaridade que desativei e realmente, percebo que os sintomas continuam os mesmos. Na época não tinha o diagnóstico de border, hoje percebo nitidamente todas as características borderlines descritas. 
A proposta não era entrar na bipolaridade nem no transtorno borderline, mas não tem como fugir, apenas não será o foco principal do blog.
Abaixo o texto:

Fonte da imagem:
http://alex-psicoclinica.blogspot.com.br/2015/09/convivircon-el-trastorno-bipolar-puede.html

Ciclagens:

Sempre fui uma grande cicladora, isto é, passar de um estado de humor ao outro em questão de dias ou no mesmo dia. Este estado de ser é desgastante demais, porque você não sabe como estará seu humor amanhã, dificultando seu planejamento de vida.
Sempre me planejo para ir. Todavia, por conta do humor desregulado já cancelei inúmeros compromissos. E atenção familiares, cuidadores e leitores não bipolares, isto não é irresponsabilidade nem falta de consideração, ao contrário, causa muito mal estar você não poder contar com você mesma, muita insegurança.
Só que ainda não acabou a questão da ciclagem. Como assim, dirá você? Ainda tem mais? É muito óbvio que sim, tem muito mais, senão o transtorno não seria tão devastador.
Por exemplo, quando estou na euforia, não é um estado puro de alegria, tem um nó na garganta, ou um vazio, tem comportamentos inadequados. Quando estou deprimida, não é apenas uma enorme tristeza, um imenso vazio, pode ter picos de agressividade, humor ácido e somatizações, como dor de cabeça, dor de estômago, mal estar geral, até dores intensas pelo corpo. Aí já é humor misto. Então, euforia seria humor muito elevado com sentimentos de grandiosidade, no oposto, a depressão, sentimento de desamparo, vazio, solidão, carência, inutilidade. Eu tenho tudo isto em graus moderados porque tomo medicações e faço psicoterapia.
E todas estas tempestades cerebrais acabam por abalar significativamente todo o organismo por sua toxidade. E no meio de tudo isto uma criatura perdida em si mesma, buscando uma saída para a intensa dor.

A estratégia de tentar proteger o cérebro com esses e outros compostos se baseia na hipótese de que os neurônios e outras células cerebrais sofrem danos gradativos a partir do primeiro episódio mais intenso da doença – há quem suspeite de que os danos podem começar até mesmo antes. Estudos recentes indicam que nesses distúrbios o cérebro produz certos compostos em níveis nocivos que atrapalham o funcionamento das células e podem causar danos irreparáveis à medida que se sucedem, levando à deterioração das capacidades de raciocínio, planejamento e aprendizagem e até a uma alteração leve e definitiva do humor.” Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/07/16/tempestades-do-corpo-e-da-alma/este site é confiável, não postei o artigo porque é muito longo, todavia, quem quiser aprofundar pode acessar o link.

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